Vivências LGBTQIA+ na UERJ
O projeto visa mapear as experiências de discentes LGBTQIA+ da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, para produzir dados sistemáticos sobre essa população.
Apesar da expansão do ensino superior no Brasil, ainda há pouco conhecimento sobre as trajetórias e desafios vividos por estudantes LGBTQIA+. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), referência em políticas de inclusão, carece de dados sistemáticos sobre essa população. Buscando preencher esta lacuna, o projeto Vivências LGBTQIA+ UERJ pretende produzir o primeiro diagnóstico abrangente sobre essas experiências na universidade.
O que será feito?
A pesquisa articula três eixos:
- Análise qualitativa: Entrevistas com estudantes LGBTQIA+ da UERJ revelarão vivências, percepções de discriminação, redes de apoio e trajetórias acadêmicas.
- Levantamento quantitativo: Um questionário online traçará um perfil sociodemográfico e identificará demandas e experiências no cotidiano universitário.
- Mapeamento bibliométrico: Sistematização de teses e dissertações defendidas na UERJ (2010–2025) sobre temas LGBTQIA+, destacando tendências e contribuições da universidade.
Resultados esperados:
- Diagnóstico detalhado da situação de estudantes LGBTQIA+ na UERJ.
- Policy papers com recomendações institucionais de inclusão e permanência.
- Maior visibilidade às vivências estudantis e à produção acadêmica já existente.
- Contribuições que também podem orientar outras universidades brasileiras.
Relevância:
Ser LGBTQIA+ no Brasil ainda implica enfrentar discriminação e desigualdades que afetam permanência e bem-estar acadêmico. Com evidências qualificadas levantadas pela consulta à comunidade acadêmica, a UERJ poderá aprimorar políticas de acolhimento, segurança, saúde mental e assistência estudantil, fortalecendo seu papel de instituição pioneira em equidade.
Viabilizado através de verbas parlamentares indicadas pela Dep. Estadual Dani Balbi (PCdoB), o projeto de pesquisa é conduzido por uma equipe composta por Cintia Maria Frazão, Gabriel Villela, Iná Cholodoski, Kharine Gil de Almeida, Maria Clara da Gama, Maria Julieta Ramallo Garcia e Tayná Grijó Peixoto.
