Decomposing Heterogeneity in Inequality of Educational Opportunities: Family Income and Academic Performance in Brazilian Higher Education
Autores: Carlos Antonio Costa Ribeiro, Rogério Jerônimo Barbosa, Adriano S. Senkevics e Flavio Carvalhaes.
Publicação: Sociological Science, v. 11 (2024)
Os coordenadores do CERES Prof. Carlos Antonio Costa Ribeiro e Prof. Rogério Jerônimo Barbosa assinam, em coautoria com Adriano S. Senkevics (Ipea) e Flavio Carvalhaes (IFCS-UFRJ), o artigo Decomposing Heterogeneity in Inequality of Educational Opportunities: Family Income and Academic Performance in Brazilian Higher Education, publicado na revista Sociological Science.
Resumo:
O acesso ao ensino superior depende da interação entre a origem social e o desempenho acadêmico: os recursos disponíveis impulsionam as habilidades acadêmicas; mas, mesmo quando se leva em conta o desempenho, os alunos privilegiados tendem a fazer escolhas mais ambiciosas e a avançar mais em suas trajetórias. A literatura recente mostra que a desigualdade nas escolhas educacionais é heterogênea entre os países. No entanto, ainda não se compreende bem como os diferentes modelos institucionais dentro dos países podem afetar o funcionamento desses efeitos e como eles podem fortalecer ou enfraquecer a desigualdade de oportunidades educacionais. Utilizando dados de alta qualidade do sistema de ensino superior brasileiro, nosso trabalho contribui para essa compreensão, investigando como o SES e o desempenho interagem e influenciam a escolha dos alunos entre três caminhos diferentes: não ingressar no ensino superior, ingressar no sistema privado ou ingressar no sistema público. Desenvolvemos uma estratégia para abranger escolhas multinomiais e decompor as desigualdades em efeitos primários e secundários. Utilizando a estratégia de decomposição do Valor de Shapley, corrigimos uma assimetria intrínseca que enviesava os resultados anteriores. Nossas descobertas sugerem que os alunos abastados desfrutam de duas vantagens: o alto desempenho nos exames amplia o acesso às universidades públicas (efeito indireto) e os recursos familiares compensam o desempenho abaixo da média, garantindo o acesso às universidades privadas (efeito direto). Não encontramos sinais de vantagens multiplicativas.