Segregação e acessibilidade ao transporte público por ônibus. O caso de Belo Horizonte/MG – Brasil

Autoria: Ana Paula Vasconcelos, Daniela Antunes Lessa, Ana Marcela Ardila Pinto e Carlos Fernando Ferreira Lobo;

Publicação: Bitacora Urbano Territorial v. 35, n. 2 (2025)

A Prof. Ana Paula Vasconcelos (Fafich-UFMG), pesquisadora associada do CERES, assina em coautoria com Daniela Antunes Lessa (DCIV/UFOP), Ana Marcela Ardila Pinto (Fafich-UFMG) e Carlos Lobo (IGC-UFMG) o artigo Segregação e acessibilidade ao transporte público por ônibus. O caso de Belo Horizonte/MG – Brasil, publicado pela revista Bitácora Urbano-Territorial, editada pelo Instituto de Investigaciones de Hábitat, Ciudad y Territorio da Universidade Nacional da Colômbia (UNAL).

Resumo

A acessibilidade aos sistemas de transporte é uma das condições fundamentais da vida urbana, especialmente em contextos com altos níveis de desigualdade e segregação espacial, como o de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é identificar diferentes agrupamentos espaciais relacionados aos padrões de segregação e associá-los à acessibilidade por ônibus da população do município. Para isso, foram identificados agrupamentos espaciais dos padrões de segregação segundo o Índice Local de Moran, de acordo com os níveis de renda, o índice de acessibilidade (IA) ao sistema de transporte coletivo por ônibus e a correlação entre ambos os índices, por meio de uma regressão geograficamente ponderada. Os resultados gerais indicam a presença de uma correlação espacial positiva. Foi possível identificar quatro clusters espaciais que, ao serem comparados, evidenciam uma possível relação entre renda e acessibilidade ao sistema de transporte por ônibus. As áreas extremas norte e sul do município enfrentam maiores dificuldades de acesso, mesmo sendo áreas de alta demanda por viagens, enquanto as zonas de maior renda apresentam melhor cobertura, o que sugere uma aparente contradição.