As desigualdades raciais na educação dos jovens brasileiros

Autoria: Leonardo Silveira, Felícia Picanço e Maria Carolina Tomás.

In: "A questão do pardo no Brasil" (Cult n. 305, 2025)

O pesquisador associado ao CERES Leonardo Silveira (ICS-UERJ) assina, em coautoria com Felícia Picanço (IFCS-UFRJ) e Maria Carolina Tomás (ICS/PUC-MG), o texto As desigualdades raciais na educação dos jovens brasileiros, incluído como um dos capítulos na coletânea A questão do pardo no Brasil (Editora Bregantini, 2025). Coordenado por Flávia Rios (FFLCH-USP), o dossiê foi publicado como a edição 305 da Revista Cult.

Os pardos – como hoje se declara quase metade dos brasileiros – ocupam uma espécie de fronteira móvel na história das identidades do Brasil. Sem se afirmarem brancos ou pretos, desafiam tanto a compreensão e a dinâmica das relações raciais no país quanto a formulação de políticas públicas que considerem seus lugares específicos na sociedade brasileira. Este dossiê é uma proposta de imersão na história e nos dilemas atuais dos pardos no país – cuja prevalência na população, em 2022, foi a maior da História desde 1991, quando o Censo passou a incluir a categoria de “cor ou raça”. Dilemas de identidade, construção social do conceito de raça, mito da democracia racial, cotas, colorismo, parditudes, divisionismo e unidade – os textos propõem e aprofundam debates sobre os pardos no Brasil. O dossiê traz ainda uma entrevista com o professor Alex Ratts, que fala sobre pertencimento, consciência e formação de uma identidade racial em um contexto de incertezas.