“Becoming or Getting by”: Youths’ Inclination to Join a Military Career in Times of Crisis in Brazil

Autoria: Valeria Cristina de Oliveira, Andreza Aruska de Souza Santos, Dalson Britto Figueiredo Filho, Antonio Henrique Pires dos Santos, Adson Ney Amorim e Gabriel Feltran;

Publicação: Armed Forces & Society v. 1 (2025)

A Prof. Valéria Cristina Oliveira (FaE-UFMG), pesquisadora associada do CERES, assina em coautoria com Andreza Aruska de Souza Santos (Kings College - Reuno Unido), Dalson Britto Figueiredo Filho (DCP-UFPE), Antonio Henrique Pires dos Santos (IEA-USP), Adson Ney Amorim (PPGS/UFSCar) e Gabriel Feltran (CEE/Sciences Po - França) o artigo Becoming or Getting by”: Youths’ Inclination to Join a Military Career in Times of Crisis in Brazil, publicado pela revista Armed Forces & Society, editada pelo Departamento de Sociologia, Antropologia e Serviço Social da Texas Tech University (SASW-TTU).

Resumo

Utilizando dados inéditos de uma pesquisa com 2.055 brasileiros (com idades entre 16 e 26 anos), este artigo explora os motivos que levam os jovens a ingressar voluntariamente na carreira militar. Nossos resultados revelaram que homens não brancos eram mais propensos a ingressar nas Forças Armadas. A prosperidade econômica influenciou negativamente as perspectivas de carreira policial, ao mesmo tempo em que mostrou um efeito positivo não significativo nas Forças Armadas. Também descobrimos que indivíduos com visões e valores mais conservadores são mais propensos a buscar funções na polícia militar ou nas Forças Armadas. Entrevistados com fortes convicções sobre os efeitos negativos da pandemia da COVID-19 no mercado de trabalho também mostraram maior probabilidade de ingressar na carreira militar. Interpretamos essas descobertas em um contexto de extrema insegurança no emprego e militarização progressiva da burocracia brasileira durante o governo Bolsonaro (2018-2022). Este estudo oferece novas evidências da inclinação dos jovens para seguir carreira militar.