Cobertura do saneamento no Brasil: aspectos sociodemográficos que influenciam o acesso aos sistemas de tratamento de esgoto
Autoria: Ana Paula Vasconcelos Gonçalves, Vinícius Malta Rabello, Lia Cardoso Rocha Saraiva Teixeira e André Luis de Sá Salomão;
Publicação: Caderno Pedagógico v. 22 n. 12 (2025)
A pesquisadora associada do CERES Ana Paula Vasconcelos Gonçalves (PPGS/UFMG) assina, junto com Vinícius Malta Rabello (PEAMB/UERJ), Lia C. R. S. Teixeira (DESMA-UERJ) e André Luis de Sá Salomão (DESMA-UERJ), a coautoria do artigo Cobertura do saneamento no Brasil: aspectos sociodemográficos que influenciam o acesso aos sistemas de tratamento de esgoto, publicado pela revista Caderno Pedagógico.
Resumo
A falta de saneamento básico está diretamente relacionada com a desigualdade social e a disparidade regional entre as áreas periféricas e urbanas. Devido a não universalização do tratamento de esgoto, este artigo buscou analisar de forma estatística o acesso aos tratamentos descentralizados como fossa séptica e rudimentar, instalações mais adotadas no tratamento primário de esgoto doméstico nos municípios brasileiros. Ainda foram avaliados estatisticamente quais os aspectos domiciliares e as características dos seus moradores, que foram mais determinantes no acesso aos serviços de esgotamento sanitário. Os resultados indicaram um cenário bem distinto e heterogêneo entre as regiões brasileiras e os municípios de cada estado. Ainda evidenciou o beneficiamento dos municípios que estão localizados em grandes centros urbanos. Assim como as áreas de exclusão social em áreas rurais ou periféricas de cada estado. As regiões Norte e Nordeste foram as mais carentes no tratamento de esgoto em geral. No acesso à rede de esgoto, os fatores mais determinantes foram renda per capta e escolaridade, outro fator foi a presença de coleta domiciliar de lixo nestes domicílios. O oposto foi verificado em domicílios com aplicação das fossas sépticas. O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir um acesso de forma adequada e de qualidade ao saneamento básico e principalmente ao esgotamento sanitário a toda sua população. Podendo este, ser realizado de forma centralizada ou descentralizada, e que envolva o estado com ações e responsabilidade não só na saúde e qualidade de vida da população, mas também na preservação ambiental.