Is Income and Racial Residential Segregation Associated with 13-Year Changes in Body Mass Index? A Longitudinal Analysis in the Brazilian Pró-Saúde Cohort Study
Autoria: Ana Paula Vasconcelos, Joanna M. N. Guimarães, Marcelo Cunha e Eduardo Faerstein;
Publicação: Journal of Urban Health, Volume 102 (2025)
A revista Journal of Urban Health, periódico editado pela New York Academy of Medicine (NYAM), publicou o artigo Is Income and Racial Residential Segregation Associated with 13-Year Changes in Body Mass Index? A Longitudinal Analysis in the Brazilian Pró-Saúde Cohort Study, assinado pela Prof. Ana Paula Vasconcelos Gonçalves (PPGS/UFMG), pesquisadora associada do CERES, em coautoria com Joanna M N Guimarães (CIDACS/Fiocruz), Marcelo Cunha (ENSP/Fiocruz) e Eduardo Faerstein (IMS-UERJ).
Resumo
Os bairros ou ambientes residenciais apresentam características físicas e sociais que podem contribuir para as desigualdades na pandemia de sobrepeso e obesidade. Examinamos as associações longitudinais entre a renda inicial no nível comunitário e a segregação residencial racial (utilizando a estatística Gi*: baixa, média, alta) com as mudanças no índice de massa corporal (IMC em kg/m²), utilizando dados geocodificados de 1.821 funcionários públicos do município do Rio de Janeiro, Brasil, acompanhados por aproximadamente 13 anos (onda de referência 1: 1999, onda 2: 2001–2002, onda 3: 2006–2007, onda 4: 2012–2013). Foram aplicados modelos lineares de efeitos mistos utilizando o IMC medido nas quatro etapas do estudo, levando em consideração gênero, raça, tempo de residência, escolaridade, idade ajustada ao tempo e renda familiar per capita. Após os ajustes, tanto a segregação de renda quanto a racial apresentaram associação positiva com as diferenças de IMC (mas não com as variações no IMC) ao longo do tempo, seguindo um padrão de dose-resposta. Para a segregação de renda, as diferenças médias no IMC dos participantes que viviam em bairros com alta e média segregação, em comparação com aqueles com baixa segregação, foram de 1,04 kg/m² (β = 1,04; IC 95% 0,47, 1,62) e 0,86 kg/m² (0,86; 0,33, 1,39), respectivamente. Também demonstramos uma correlação moderada a forte entre a segregação racial e a segregação de renda no início do estudo. Estratégias para reduzir o IMC e as desigualdades em saúde relacionadas à obesidade devem incluir esforços especiais voltados para bairros segregados e seus ambientes obesogênicos.