Mobilidade intergeracional considerando a estrutura familiar: como o status social da mãe modera o efeito da ausência paterna
Autora: Natália Barcelos
Dissertação de Mestrado em Sociologia no IESP-UERJ
Em maio de 2022, a pesquisadora Natália Barcelos defendeu sua dissertação de Mestrado Mobilidade intergeracional considerando a estrutura familiar: como o status social da mãe modera o efeito da ausência paterna, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Sociologia do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Orientado pelo Prof. Carlos Antonio Costa Ribeiro, coordenador do CERES, o trabalho foi reconhecido com o 2º lugar na categoria Sociologia do Prêmio de Teses e Dissertações do IESP-UERJ 2023. A banca examinadora contou ainda com a participação de nosso coordenador Prof. Rogério J. Barbosa.
Resumo
Os estudos de mobilidade social intergeracional se baseiam na família para determinar a associação entre origem e destino. Contudo, a análise das informações das mulheres é algo recente, bem como considerar outros tipos de formações e membros da família. Utilizando uma base de dados a nível nacional, este trabalho busca analisar como o status da mãe modera o efeito da ausência do pai dentro do domicílio no status ocupacional dos filhos na vida adulta no Brasil. A ideia é analisar se o nível socioeconômico da mãe protege da penalidade de não ter o pai morando na mesma residência. O primeiro resultado mostra que quanto maior o Isei da mãe, maior será a associação com Isei de destino, contudo, não há diferenças entre homens e mulheres em relação a associação com o status da mãe. Porém, ao considerar a ausência do pai no domicílio, a associação entre mãe e filho não sofre grandes alterações dado o tipo da família. O efeito da presença do pai e o Isei da mãe combinados é positivo, logo, também cresce a associação origem e destino com aumento do Isei da mãe. Sendo assim, aqueles com origem no Isei mais altos são mais penalizados com a monoparentalidade feminina. Considerando o ano de nascimento, tanto para homens quanto para mulheres, ao observar os indivíduos mais jovens, a estrutura familiar pode estar perdendo efeito na associação com o status da mãe. Isso tende a indicar que as gerações que conviveram com a mãe trabalhando fora de casa conseguem ter desempenhos parecidos, independente de qual tipo de família cresceram.